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  (a)massa crítica

                                                                  Performance relacional, 2016

 

 

(a)massa crítica

Uma mesa com ingredientes para fazer pão e a performer, atrás, uma pilha de livros, ao lado o forno para assar a massa, ao redor o espectador. Tendo em mãos um quadro com as instruções:


INSTRUÇÕES:
Leia para mim um livro qualquer de alguma estante e eu desperto.
Leia mais para mim e eu misturo os ingredientes.
Leia com atenção e eu sovo.
Leia com muita (in)te(n)são e eu sovo com vigor.
Sove e eu leio.
Sovemos nós e outro lê.
A massa cresce e alguém lê.
A massa assa e eu leio.
O pão vem à mesa, é compartilhado e todos comem .

 

Ponho-me a espera e só a partir da ação do outro, prossigo. A relação é direta. O delicado deslocamento da tarefa de fazer pão para Galeria de arte, onde a forma como se lê, o teor da leitura ou mesmo sua ausência afetam o andamento da ação. Fazer um pão, impreterivelmente com a ajuda dos expectadores, é transfigurar o lugar comum. Muito me interessa ações comuns, cotidianas e ordinárias, mas essenciais para o estabelecimento das relações. Por traz do ato de fazer o pão há relações afetivas, por traz da produção de massa crítica há relações afetivas, o outro é imprescindível para realização do processo, do início ao fim. Enquanto no primeiro o outro faz-se necessário para o cultivo, produção, processamento dos ingredientes (farinha, óleo, sal, açúcar, água e fermento) e, no final, o compartilhamento do alimento; no segundo a dinâmica também é a mesma, o outro faz-se necessário na produção de conhecimento, informação e pensamento e, no final, há o compartilhamento da massa crítica. No meio está a ação, fazer o pão, produzir a massa crítica

 

(a)massa crítica

2016

Performance

 

Mesa, utensílios e ingredientes para feitura do pão, forno elétrico e livros.

2h40min de duração

OMA Galeria de arte, São Bernardo do Campo e Alpharrabio, Santo André

Projeto Arte Contemporânea para Alpharrabio

Curadoria: Cris Suzuki

Fotos: Ívan Taraskevícius e Gabriel César